CURADORIA


Graciela Guarani

Pertencente à nação Guarani Kaiowá, Graciela é produtora cultural, comunicadora, cineasta, curadora de cinema e formadora em audiovisual.
Uma das mulheres indígenas pioneiras em produções originais audiovisuais no cenário Brasileiro, tem um currículo que inclui direção e roteiro em 8 curtas metragens, uma série de vídeos cartas “Nhemongueta Cunha Mbaraete “ (IMS/RJ),co-direcao no longa My Blood is Red (Needs Must Film), formadora no Curso Mulheres Indígenas e Novas Mídias Sociais- da Invisibilidade ao acesso aos direitos pela @onumulheresbr e TJ/MS – MS 2019, Cineasta facilitadora na Oficina de Cinema – Ocupar a Tela: Mulheres, Terra e Movimento pelo IMS e Museu do Índio – RJ 2019, Convidada como debatedora da Mesa redonda Internacional de Mulheres na Mídia e no Cinema na 70a. Berlinale – Berlin International Film Festival 2020 @berlinale


Joana Brandão Tavares

Professora de artes e audiovisual no Instituto de Artes, Humanidades e Ciências (IHAC) do Campus Paulo Freire, na Universidade Federal do Sul da Bahia, é coordenadora do Bacharelado Interdisciplinar em Artes do IHAC/CPF. É doutoranda em estudos de gênero e feminismo na Universidade Federal da Bahia, Bacharel em Comunicação com Habilitação em Jornalismo (FACOM/UFBA), e mestre em jornalismo (POSJOR/UFSC), tendo atuado nos últimos dez anos com pesquisa e práticas de comunicação entre comunidades indígenas no Brasil, em especial com mulheres indígenas. Pela dissertação de mestrado com um estudo comparativo entre a comunicação comunitária indígena e cobertura jornalística de grandes meios sobre realidade indígena nos estados de Bahia e Mato Grosso do Sul recebeu o Prêmio Adelmo Genro Filho (SBPJOR) de melhor dissertação de mestrado em jornalismo (2013). Nos anos 2018 e 2019, foi pesquisadora visitante no Departamento de Antropologia da Universidade de Nova York (EUA), e também fez formação profissional em fotografia digital, roteiro para televisão e direção de fotografia para cinema na School of Profissional Studies da NYU. Como cineasta, dirigiu três curta-documentários.


Olinda Yawar Wanderley

Indígena do povo Tupinambá e Pataxó hãhãhãe, Jornalista, cineasta e ativista ambiental. No final de 2015 apresentou sua obra documental Retomar Para Existir no TCC de Jornalismo. Trabalha como produtora local e assistente de produção, tendo exercido essa função no filme Uma Mulher Uma Aldeia Longa Metragem. Produção: Inspirar Ideias e Ideais, e como assistente de produção no filme Je Suis L’engrais de ma Terre. França/Brasil. DOC Longa Metragem. Produção: Luis Miranda (Paris), ANAI (Salvador Bahia). Em 2018 concluiu seu primeiro longa, Mulheres que Alimentam, participou da Mostra Amotara “Olhares das Mulheres Indígenas” 1 edição como Artista Convidada, Palestrante e Debatedora e Realizadora de obra de Audiovisual exibida na programação, foi produtora da Mostra Paraguaçu de Cinema Indígena 1 edição. Em 2019 foi uma das curadoras do Festival de Cinema Indígena Cine Kurumin 7 edição, Recife e Brasília. Em 2020 concluiu seu primeiro filme ficção Kaapora – O chamado das Matas e o filme Equilíbrio (2020), foi curadora do Cabíria Festival Mulheres e audiovisual. Curadoria, roteiro de série. (2020).


Patrícia Ferreira Pará Yxapy

Professora e realizadora audiovisual indígena da etnia Mbyá-Guarani/RS. Em 2007, cofundou o Coletivo Mbyá-Guarani de Cinema, atualmente está finalizando seu primeiro longa autoral e circula em festivais de cinema com o filme TEKO HAXY – ser imperfeita, codirigido com Sophia Pinheiro. Dentre as premiações de seus trabalhos destacam-se os prêmios:  Menção Honrosa – XIV FICA (2012) pelo filme Desterro Guarani, o Prêmio Cora Coralina de melhor longa no XIII FICA (2011), o Prêmio Melhor longa/média do III CachoeiraDoc e Menção Honrosa mostra Competitiva Nacional do forumdoc.bh.2011 como filme As Bicicletas de Nhanderu; (2015) o Prêmio Melhor curta Júri Oficial e menção honrosa Júri Jovem do VI CachoeiraDoc com o filme No caminho com Mário. Em 2014 e 2015, participou de residências artísticas com os cineastas indígenas Innu, no Canadá, (2017) foi juri do festival de Cine Kurumin, (2019) participou como convidada da mostra Performances Ameríndias do Doclisboa (Lisboa), esteve em Nova York para o Margareth Mead Film Festival , participou do debate “as mulheres indigenas e o cinema “durantea 14 Cine OP mostra de cinema Ouro Preto em 2019. Participou como artista da 21ª Bienal de Arte Contemporânea Sesc_Videobrasil. (2019) participou da conferência no instituto Tepoztlan em México. (2020) apresentou sua primeira exposição individual na Berlinale, dentro da mostra do programa Forum Expanded. Realizou os filmes: As Bicicletas de Nhanderu, 2011/45min; Desterro Guarani, 2011/38min; TAVA, a casa de pedra, 2012/78min e No caminho com Mario, 2014/20min. 


Sophia Pinheiro

É pensadora visual, interessada nas políticas e poéticas visuais, do corpo, marcadores da diferença e decolonialidade, principalmente em contextos étnicos, gênero e sexualidade. Artista visual, doutoranda em Cinema e Audiovisual (PPGCine-UFF), mestre em Antropologia Social (PPGAS-UFG). Atua principalmente nas seguintes áreas: artes visuais; processos de criação, práticas e pesquisas artísticas; ilustração; cerâmica; gravura; design gráfico; arte & tecnologia; vídeoarte; audiovisual e cinema; antropologia visual. Participa do grupo de pesquisa Documentário e Fronteiras, é professora da Academia Internacional de Cinema do Rio de Janeiro na matéria Cinemas de Invenção. Escreve e tem poemas publicados na Antologia “Quem dera o sangue fosse só o da menstruação” (Editora Urutau, 2019) e em revistas no Brasil e Portugal, faz parte do Movimento Respeita! coalizão de poetas. Entre 2008 e 2016 era uma das coordenadoras e cocriadora do Coletivo FAKE FAKE, em Goiás, coletivo de formação e práticas artísticas-pedagógicas em torno do desenho. Foi uma das artistas convidadas para o IMS Quarentena – Programa Convida (2020) com a obra Nhemongueta Kunhã Mbaraete, codirigida com Graciela Guarani, Patrícia Ferreira Pará Yxapy e Michele Kaiowá, uma obra-processo de 16 vídeo-cartas comissionada pelo Instituto Moreira Salles durante a pandemia de Covid-19. Foi artista bolsista do programa Formação e Deformação – Emergência e Resistência 2019 da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ). Atualmente circula em festivais de cinema nacionais e internacionais com seu primeiro média-metragem TEKO HAXY – ser imperfeita codirigido com a cineasta Mbyá-Guarani Patrícia Ferreira Pará Yxapy e com a obra Nhemongueta Kunhã Mbaraete. Ganhou prêmios como artista visual e cineasta, seus trabalhos em Artes Visuais já foram expostos no nordeste, sudeste e centro-oeste brasileiros além de países como Argentina, Paraguai, Espanha e Alemanha. Em 2018 realizou sua primeira exposição individual MÁTRIA em Barcelona (ES).


Thais Brito

Pesquisadora e produtora cultural com formação em comunicação e antropologia, atua com cinema, comunicação e cultura digital entre comunidades indígenas através da Rede Espalha Semente. Como curadora de conteúdo audiovisual colaborou com a Mostra Ameríndia: Percursos do Cinema Indígena no Brasil (Lisboa/Portugal), Mostra de Cinema Indígena da Aldeia Multiétnica, na formação do acervo audiovisual da Anaí (Associação Nacional de Ação Indigenista) e com o Projeto Povos do Brasil. É idealizadora e curadora do Festival de Cinema Indígena Cine Kurumin. Doutora em Antropologia pela Universidade Federal da Bahia.